Me


03/03/2009


Brisa Vermelha






 

Sob os sons do silêncio acordou-me a mais leve brisa...

 

Fez-me frio, fez-me medo..., fez-me sede de obsessão... tocou-me ela com o mais doce sentimento do proibido...

 

Senti no teu perfume a doçura do veneno, enganei-me com ele no gole da perdição... “fui levado”, perdi a mim mesmo e a meu ideal...

 

Eu perdi lógica’

 

O doce tornou-se puro amargo e sua pureza tornou-se meu pecado...

 

Divino talvez fosse a expressão pro segundo, mas o momento sugeriu ‘voracidade’.

 

Clamor por silêncio onde o calado tornou-se sinônimo de segurança..., não houve meios, não houve vontade, não houve o porque parar... não parei, não desfiz, não julguei e não fui julgado... mas devia.

 

A mente viajou, tomou vida e agiu por si, me abandonou nas águas vermelhas do fogo e do som..., me pediu silencio, me pediu abafo, me pediu controle... obedeci ‘menti’.

 

O calafrio fez-me o acordar da alma, deitou-me no leito do sangue e tapou minha voz..., deixou-me ecoar por mim mesmo quando clamava por liberdade amando a prisão do momento... me prendi, me prendi, me prendi...

 

Fui libertado... jogado pelos céus e emaranhado pelos anjos, deitei-me junto ao coração que me fez bater, senti o pulso da alma nos olhos e olhei... podia dizer que ainda estava vivo...

 

Podia ainda dizer que teria sobrevivido ao gole do desejo... e aos efeitos do pecado...

 

Escrito por Richard Mendes às 14h21
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

23/02/2009


Não Mais

 

 

 

 

Me peço pra sonhar cada segundo ao teu lado...

 

Peço a mim mesmo pra sorrir e as vezes esquecer que no fundo haverá um dia em que as coisas acabarão... e não haverá volta...

 

Eu peço ao tempo que seja justo, que faça meu sorriso ser sincero enquanto for necessário... enquanto ainda houver tempo pra se passar.

 

Quero parar de sonhar com pesadelos. Parar de julgar os sentimentos como meros pedaços de culpa que enchem o tempo de vida com desgosto.

 

Quero parar de esperar o jardim florescer e cuidar das rosas que já existem.

 

Eu não quero mais pensar..., não quero fazer com que minha fantasia prenda seu mundo ao meu cemitério.

 

Não quero teu rosto longe da luz, não quero teu rosto próximo demais do meu... quando eu já estiver longe...

 

Não quero ver teu sorriso se transformar em lagrimas quando eu fizer minhas escolhas..., não quero ter que escolher.

 

Não quero ter que parar;

Eu não quero parar...

 

Mas há no final de parágrafos e versos um doloroso ponto final...

 

Ponto.

 

Escrito por Richard Mendes às 23h44
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

15/02/2009


Consequência

 

 

 

 

Que tolice seria tentar encontrar uma divindade no próprio reflexo.

 

 

Ainda que pudesse classificar uma alma como boa ou ruim dentro de meros padrões humanos... mas sequer é possível unir alma e humanidade num mesmo termo onde ambos consideramos ilusões.

 

Maldita seja a existência desfocada...

 

A que se oportuna a influência da brisa alheia e dos olhares...,

Maldito seja o que oportuna-se a perder... propositalmente.

 

Somos todos fatos ambulantes perdidos em busca de interpretação.

 

Nossas mentes são nossas conseqüências e nossa maldição é sofrer por elas.

 

Há sorrisos que nos abatem, há toques que nos machucam e há o beijo que fere profundamente com o mais doce carinho... há a dor provocada pela própria perdição...

 

Há conseqüências com conseqüências e há feitos sem glória... e há a morbidez... meros cães sem raça e mente, seres ocultos que nem por isso valem seu ar.

 

Há a vontade inútil de lutar, mas há a reação do impossível agindo sobre tudo..., há a reação da imperfeição...

 

Pensar, agir, respirar... tornar-se presença no espaço... a conseqüência do oposto ao nulo sempre gera conseqüência cada esta gera uma ação e assim... eternamente.

 

A realidade é a cadeia devastadora das conseqüências. Pensar não muda sua influencia sobre isso ou a influencia disso sobre você..., pensar não muda nada além de uma próxima conseqüência...

 

Basta viver a própria tolice quando não se espera nada alem do tempo... seja mais um inútil sorrindo ou seja você.

 

Escrito por richard-f6 às 13h00
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Histórico